Febrace

11/03/2010 - 12:41:52

Estudantes criam métodos alternativos de combate ŕ dengue

Por Desirče Luíse, Aprendiz
Métodos alternativos de combate à dengue fazem parte do foco principal de pelo menos três projetos da 8ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que acontece até esta quinta-feira (11/3), em São Paulo (SP). Desenvolvidas por alunos do ensino médio de escolas públicas, as ideias têm em comum a tentativa de eliminar os focos criadores do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. “Queríamos uma maneira que fosse viável, de fácil acesso e baixo custo”, afirma Evandro Surjan. Considerando que a larva do mosquito sobrevive em um pH de 4 a 11, o jovem, junto com mais duas colegas da Escola Técnica Estadual Polivalente de Americana (SP), pensou em tornar a água imprópria para o desenvolvimento do inseto. Escolheram a casca do limão para compor um líquido. A fruta batida no liquidificador com 100 mL de água resultou em um fluído que acidifica a água abaixo do pH 4. Apenas até setembro do último ano, a dengue já tinha matado mais de cem mil pessoas na Bahia, de acordo com levantamento feito pela Secretaria de Saúde do Estado. Desde o começo de 2010, Minas Gerais teve mais de 39 mil notificações de dengue em todo o estado. Já são 679 notificações a mais que nos três primeiros meses de 2009. Na comparação entre janeiro e fevereiro de 2009 com 2010, o número de casos mais que dobrou. Alarmado pelos números, o estudante do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (RJ), Bruno Maia, em conjunto com mais duas colegas, desenvolveu um projeto de combate. “É uma das doenças mais preocupantes do país. Buscamos uma proposta ecológica para combater esse mal, interromper as larvas a partir de extratos aquosos vegetais”. Por meio dos botões florais de cravo-da-índia, por exemplo, a mortalidade do mosquito foi verificada 30 minutos após a incubação. Outro projeto contra a dengue foi desenvolvido a partir da ação larvicida de extratos de plantas. Segundo uma das autoras do projeto, Sarah da Costa, estudante da Escola de Ensino Fundamental e Médio Presidente Geisel, da rede estadual de Juazeiro do Norte (CE), foram escolhidas plantas comuns da Região Nordeste para os testes: caju, mastruz e nim. Os resultados comprovaram que o extrato de mastruz foi o mais eficiente, matando 81% das larvas.
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