Entrevista - Dom Erwin Kräutler

04/06/2010 - 11:57:06

Bispo do Xingu diz que deputado demoniza índios

Por Redação TN / IHU

Durante um 6° Fórum Internacional de Direitos Humanos, na Suíça, dom Erwin Kräutler critica o projeto de lei contra infanticídio entre indígenas e defende o diálogo da Igreja Católica com as religiões naturais. O bispo da Prelazia do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) adverte também que a Amazônia sofrerá um novo golpe se o governo não tomar providências drásticas. O bispo Erwin Kräutler, de 69 anos, austríaco naturalizado brasileiro, comanda desde 1981 a maior diocese do Brasil, com 350 mil km2 – quase nove vezes o tamanho da Suíça –, 500 mil habitantes (dos quais 8 mil índios), 750 comunidades, 40 religiosos e 26 padres.

Vernor Muñoz

21/05/2010 - 12:20:46

Populações discriminadas continuam sem acesso à educação, diz relator da ONU

Por Desirèe Luíse, Aprendiz

Os indígenas, as pessoas com deficiência e os afrodescendentes são historicamente discriminados e continuam sem acesso à educação plena. O alerta foi feito pelo relator especial das Nações Unidas sobre o direito à educação, Vernor Muñoz. Para o costarriquenho, a discriminação que essas populações sofrem é um dos mais graves obstáculos da América Latina e Caribe. De acordo com a Campanha Latino-americana pelo Direito à Educação (Clade), apenas entre 20% e 30% das crianças latino-americanas com deficiência frequentam a escola. Na Colômbia, de cada 100 jovens afrodescendentes que terminam o ensino médio, somente dois têm acesso ao ensino superior. Já entre as pessoas adultas indígenas no Peru, 21% são analfabetas.

Henrique Antoun

11/05/2010 - 13:01:52

Internet sem anonimato é prisão de segurança máxima

Por Redação TN / IHU

Em entrevista ao IHU Online, o professor Henrique Antoun aborda o tema da Internet e os comportamentos e posicionamentos que a tornaram possível. Ele também aborda a cultura que a web está gerando com as possibilidades que ela permite. “A web é povoada, de fato, pelos movimentos sociais, hackers, grupos de ONGs, grupos de lutas sociais que começam a entender aquele lugar como um espaço que precisava ser povoado pela população e que não fosse restrito aos militares e universidades”, disse. Henrique Antoun é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é coordenador do grupo de pesquisa Cibercult e secretário executivo da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber).

Julio Jacobo Waiselfisz

07/05/2010 - 13:16:05

Violência institucionalizada: ausência do Estado e do poder público

Por Redação TN / IHU

Uma das questões colocadas pelo coordenador do estudo Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil, Julio Jacobo Waiselfisz, na entrevista que concedeu à IHU On-Line, foi que a má distribuição de renda é um dos principais fatores para o aumento da violência no mundo. Segundoe ele, sse fator impacta muito mais os jovens do que os adultos.

Leonardo Sakamoto

19/01/2010 - 14:01:07

Trabalho escravo está inserido na economia brasileira

Por Aldrey Riechel, Amazonia.org.br

O debate sobre trabalho escravo nunca deixou de ser pautado no Brasil e principalmente na Amazônia, onde se encontra o maior número de trabalhadores libertados.  Neste mês dois fatos ajudaram a divulgar o assunto: a atualização da Lista Suja do Trabalho Escravo, que mostra as empresas que foram flagradas utilizando mão de obra escrava e a divulgação do Programa Nacional de Direitos Humanos, que tenta consolidar a meta de erradicar esse crime. Leonardo Sakamato, jornalista e coordenador da organização Repórter Brasil, defende que as duas ações são positivas.

Cotas nas universidades

28/07/2009 - 11:27:12

Negro precisa ser brilhante para se destacar no meio acadêmico

Por Gilberto Costa, Agência Brasil

Em 1998 Arivaldo Lima Alves, estudante de doutorado do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), não foi aprovado em uma disciplina obrigatória. Em 20 anos, foi o primeiro aluno a ser reprovado. Passados dois anos, o departamento reviu a menção e Arivaldo foi aprovado. O episódio, conhecido como “Caso Ari”, estimulou o orientador de Arivaldo, o professor José Jorge de Carvalho, a elaborar a primeira proposta de cotas, embrião do atual sistema que hoje é questionado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo partido Democratas. Onze anos depois, Arivaldo, hoje professor adjunto de antropologia da Universidade Estadual da Bahia, elogia a política de cotas em entrevista à Agência Brasil.

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