Gerardo Berthin

02/02/2012 - 12:39:14

Pobres sofrem mais com a corrupção

Por Redação TN / PNUD

É preciso sensibilizar todos os setores da sociedade sobre a importância da transparência e da prestação de contas no combate à corrupção. Essa é a percepção do especialista em políticas de governança e descentralização do PNUD, Gerardo Berthin. Ele esteve no Brasil recentemente para participar de um evento organizado em parceria com o Governo do Estado de São Paulo sobre o tema. O especialista, que atua no Escritório Regional do PNUD para América Latina e Caribe, no Panamá, afirma que o papel de promover os valores anticorrupção não é só do governo e deve ser incorporado por outras instâncias sociais, incluindo o setor privado, as universidades e os acadêmicos, a mídia e a sociedade civil.

Eduardo Moro

21/09/2011 - 10:58:18

Sociedade do risco e o consumo de alimentos orgânicos

Por Redação TN / Patricia Fachin, IHU On-Line

O Brasil possui uma área de mais de 880 mil hectares destinada à agricultura orgânica, mas “isso representa apenas 0,33% do total da área agrícola do país”, informa o sociólogo Eduardo Moro. Em contraposição à alimentação fast food, a procura pela alimentação orgânica tem crescido consideravelmente em diversos países do mundo. Escândalos alimentares ocorridos na Europa nos anos 1980, o clima de insegurança, as “dúvidas quanto à capacidade dos peritos em prever ou mesmo controlar incidentes envolvendo o consumo de alimentos” e as incertezas da sociedade do risco, teoria abordada por Ulrich Beck, contribuíram para que os consumidores repensassem as práticas alimentares, diz Moro em entrevista à IHU On-Line, que reproduzimos aqui.

Patrícia Mattos

01/09/2011 - 00:27:30

Lei Maria da Penha e a violência simbólica

Por Redação TN / IHU On-Line

Instituída há cinco anos, a Lei Maria da Penha já resultou em mais de cem mil sentenças por agressão contra mulheres e é considerada um avanço na legislação brasileira “ao diferenciar a violência sofrida pelas mulheres das outras formas de violência. Dá visibilidade à violência doméstica e familiar e chama atenção para sua especificidade”, avalia a professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ). Ao avaliar a efetividade da Lei Maria da Penha, na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail, a socióloga menciona que alguns magistrados consideram a lei “inconstitucional e que em algumas delegacias de polícia evita-se fazer o registro da violência contra mulheres”, o que gera um “constrangimento”.

Joaquim de Melo

24/08/2011 - 14:04:13

Economia solidária como um dos eixos do Brasil sem Miséria

Por Redação TN / Moriti Neto, Revista fórum

Lançado no último dia 2 de junho, o plano, do governo federal, terá três pilares básicos: transferência de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos. Nesse sentido – objetivando a inclusão produtiva em áreas urbanas –, são planejadas ações que pretendem criar ocupação e renda por meio da economia solidária. Em entrevista à Fórum, Joaquim de Melo, coordenador geral do Instituto Palmas, organização da sociedade civil que gere e propaga práticas de economia solidária, com sede em Alagoas, analisa o papel do setor no plano do governo de Dilma Rousseff e aponta o que ainda pode ser aperfeiçoado.

Marcel Hazeu

16/08/2011 - 12:39:03

Tráfico sexual na Amazônia: um pacto silencioso de reprovação moral e aceitação prática

Por Redação TN / IHU On-Line

A exploração sexual de adultos e crianças na Amazônia é um fenômeno antigo, que tem raízes profundas e está relacionada ao mercado de trabalho e à formação da região amazônica. Durante o processo de colonização e desenvolvimento local, o tráfico e a exploração mudaram de configuração, mas continuam “expressando a forma como as relações de trabalho e de convivência se organizam no contexto da ocupação colonial e capitalista da região”, aponta Hazeu em entrevista à IHU On-Line.

Fernanda Suplicy e Sérgio Morrison

09/08/2011 - 11:37:12

Marketing social em parceria com organizações e empresas

Por Redação TN / Larissa Seixas, EcoD

Em 2006, quando o Brasil enfrentava problemas políticos relacionados a mensalão e escândalos de dossiês, surgiu uma campanha na internet em que formadores de opinião usavam narizes de palhaço em protesto. Em São Paulo, o movimento Rir Para Não Chorar foi às ruas e distribuiu mais de 50 mil narizes vermelhos nas principais avenidas da cidade. A campanha foi iniciada pela Social Way, uma empresa de marketing social que, preocupada com as questões de cidadania e direitos dos cidadãos, apostou no nariz de palhaço como símbolo de manifestação contra os problemas brasileiros de corrupção. Mas o que é marketing social e como ele pode ser aplicado para o bem das contratantes e da comunidade? Os gestores da Social Way, Fernanda Suplicy e Sergio Morisson, respondem a estas e a outras perguntas.

[Mais Entrevistas]